Inclusão aumenta, mas estrutura ainda é deficitária

A inclusão de crianças com algum tipo de deficiência nas redes municipais de ensino aumentou 59% nos últimos três anos na RPT (Região do Polo Têxtil). Segundo dados levantados nas cidades de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d'Oeste e Hortolândia, o número de crianças com deficiência passou de 406 alunos em 2009 para 648 alunos matriculados neste ano. No entanto, apesar do aparente avanço na inclusão, pais de alunos deficientes ainda não estão satisfeitos com a estrutura oferecida nas escolas, que, segundo as prefeituras, não possuem déficit de vagas para esse tipo de estudante.

Empresários discutem inserção de deficientes no mercado

Um grupo de empresários liderados pela Serasa Experian participou nesta quarta-feira de uma discussão sobre como melhorar a inserção dos portadores de deficiência física no mercado de trabalho e para encontrar formas de auxiliar as empresas no cumprimento das cotas mínimas de profissionais deficientes.

Natação, canoagem e corrida adaptadas são as modalidades mais praticadas pelos para-atletas que frequentam a Cidade Universitária. Eles chamam uns aos outros pela lesão que sofreram; em vez de deficientes físicos, são cadeirantes e amputados. Muitos deles, a fim de superar as dificuldades e limitações de suas condições físicas, encontraram no esporte o aliado de que precisavam e na Cidade Universitária, espaço para desafiar a si mesmos. É o caso do aluno de Engenharia Elétrica André Ferreira. Cadeirante desde 2002, André já estava na USP quando sofreu um acidente de moto. Junto com a lesão, veio uma nova atitude: “Depois da lesão, comecei a praticar mais esportes e a ter uma vida menos sedentária.”

Além de praticar natação na EEFE duas vezes por semana, pelo programa “Natação Inclusiva”, André pratica corrida em cadeira. Com um pequeno detalhe: prefere treinar à noite, quando o fluxo de veículos é menos intenso e dá pra correr nas ruas. “Não dá pra correr nas calçadas da USP”, finaliza o atleta.

Paracanoagem

Treinado pelo técnico Paulo Barbosa, o amputado bilateral (duas pernas) Cleuton Nunes já treinou paracanoagem na USP por três meses, mas hoje pratica o esporte em São Bernardo, onde tem apoio de uma academia.

A mesma situação ocorre com o ex-BBB (2ª edição) Fernando Fernandes. Já tendo treinado paracanoagem na raia olímpica durante nove meses, Fernando hoje combina treinos diários em São Bernardo com musculação.

Cadeirante desde julho de 2009, o modelo Fernando descobriu a canoagem durante seu processo de reabilitação. Campeão mundial de canoagem pela categoria A (de “arms”, em inglês) em Poznan, na Polônia, em 2010, Fernando acumula títulos nacionais e sulamericanos. Para ele, a importância desses títulos é bem maior do que pessoal: “Busco levar o nome do meu país para o mundo e representar as pessoas que passaram pelas dificuldades que eu passei. Isso, através da minha bandeira: o esporte.”

Também praticante de MotoCross, Fernando acredita que a canoagem envolve uma prática muito maior de equilíbrio: “Tenho que me equilibrar remada por remada.” Elogiando as condições e o incentivo que recebeu pela USP, Fernando também vê problemas: “Aquele píer tem que ser refeito. Tem muita madeira quebrada”.

Natação Inclusiva

Nascido como projeto em 1995, o Natação Inclusiva tornou-se programa, mas ainda não tinha esse nome. A professora doutora Elisabeth Mattos, responsável por coordenar o programa, tem desenvolvido suas pesquisas para o treinamento de pessoas com deficiências, sejam elas motores, visuais ou mentais. Graduada em Terapia Ocupacional e Educação Física pela EEFE, Elisabeth defendeu seu doutorado pela Escola Paulista de Medicina e Neurociências.

O programa consiste em aulas de natação em piscina da EEFE para pessoas da comunidade em torno da universidade. O processo seletivo ocorre semestralmente e depende de laudos médicos para comprovação de algum tipo de deficiência. Apesar de o vestiário da piscina ser adaptado e, segundo Elisabeth, a Coordenadoria do Campus atender às suas necessidades, ainda persistem problemas em relação ao acesso à EEFE e aos estacionamentos reservados aos deficientes.

Conectar

Entrar com a conta do Facebook
Topo